segunda-feira, 5 de abril de 2010

SUSTENTABILIDADE ALÉM DA AMAZÔNIA


Projetos em prol do meio ambiente atraem empresas e ONGs. Em São Paulo, escola ensina reflorestamento para compensar a emissão de CO2 pelos alunos
O conceito de sustentabilidade ganha destaque num momento em que se discute o futuro da humanidade e dos demais seres vivos. Acúmulo de lixo, desmatamento, falta de água potável, poluição e as recentes catástrofes ocasionadas pelo aquecimento global são algumas das causas do atual desequilíbrio ecológico.
A discussão envolve sociedade e líderes políticos do mundo todo. Em março, o Brasil sediou o I Fórum Internacional de Sustentabilidade, que aconteceu em Manaus, capital do Amazonas. O encontro teve a presença do ex-vice-presidente norte-americano e prêmio Nobel da Paz, Al Gore, e do diretor de cinema James Cameron, criador do sucesso de bilheterias Avatar.
Ambientalistas, cientistas, empresários, artistas e políticos também participaram do evento. Os convidados debateram ações que possibilitem a preservação e o desenvolvimento econômico da Amazônia. Na ocasião, o governador Eduardo Braga ressaltou as atividades desempenhadas pelo Polo Industrial de Manaus, segundo ele, o maior projeto ambiental da região.  
No Brasil, muitas empresas já aderiram às iniciativas sustentáveis refletidas em produtos ou serviços que atendam às necessidades econômicas sem comprometer o meio ambiente. Em alguns casos, uma porcentagem da venda dos produtos é revertida em ações que promovam o desenvolvimento sustentável ou beneficiem comunidades locais.
Organizações não governamentais também estão na campanha em prol do planeta. As entidades envolvidas nessa temática já se comprometeram em propagar as ideias favoráveis à relação harmônica entre homem e natureza por caminhos diversos promovendo educação, comunicação, reciclagem, inclusão social, conscientização, entre outros.
O crescimento das atividades sustentáveis possibilitou o surgimento de novas empresas que fazem consultoria e guiam projetos na área. A Brasil Flora é um desses exemplos. Em parceria com o Colégio São Luís, realiza o projeto Compensar, que consiste na compensação da emissão de dióxido de carbono (CO2) produzida pelos alunos para se deslocar até a escola.
A iniciativa se dá através do plantio de árvores de espécie nativas na região de Cotia (SP), que fica sob responsabilidade da instituição de ensino. Cada árvore ganhou o nome de um aluno. Como ato simbólico, os estudantes receberam uma caneca com a ilustração de uma árvore nativa da Mata Atlântica, acompanhada de seu nome popular e cientifico.  
De acordo com Eduardo Deangelo, geógrafo e coordenador do projeto, a compensação do gás gerado no início da plantação deve ocorrer em aproximadamente quinze anos. 
“Cada aluno anda em média entre 10 e 20 quilômetros por dia em seu deslocamento até a escola e em seus outros cursos. Cerca de 200g de CO2 é emitido por quilômetro rodado. Com cada árvore plantada teremos o corresponde à compensação da emissão de meia tonelada do gás”, esclarece o geógrafo.

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